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domingo, 9 de julho de 2017

Cais do Valongo, no Rio, recebe título de Patrimônio Mundial da Unesco

O sítio arqueológico Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, recebeu o título de Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco. O reconhecimento foi emitido neste domingo (9), em reunião da Unesco realizada na Cracóvia, na Polônia.

O Cais do Valongo foi o principal porto de entrada de africanos trazidos ao Brasil e às Américas para que fossem vendidos como escravos. Desde 2012, o espaço foi transformado em monumento preservado e aberto à visitação pública. 

O sítio integra o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, que estabelece marcos da cultura afrobrasileira na região portuária, ao lado do Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito, Pedra do Sal, Centro Cultural José Bonifácio e Cemitério dos Pretos Novos.

O Brasil tem outros 13 sítios do Patrimônio Cultural, entre eles o centro histórico de Olinda e Salvador, além de sete sítios do Patrimônio Natural.

Temer luta para não deixar que aliados vejam Maia como solução para o país

Além de tentar garantir os votos para evitar que a Câmara aceite a abertura de processo por corrupção passiva contra o presidente da República, o Palácio do Planalto passou a lutar com todas as armas — emendas, cargos e até um discurso autodepreciativo — para evitar que os aliados passem a enxergar o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) — e não Temer —, como a ponte segura para completar a travessia até 2019. Essa percepção é nítida no PSDB, DEM, PPS e PSB e pode contaminar outros partidos da coalizão.

“Se vier a afastar o Temer, Maia é presidente por seis meses. Aí, ele tem condições, até pelo cargo que exerce como presidente da Câmara, de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade do país”, disse o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE). Para evitar a debandada, Temer abriu o cofre. Só em junho, foram liberados R$ 529 milhões, quando o total disponibilizado até então era de R$ 959 milhões. Também sinaliza uma redistribuição dos cargos, especialmente dos partidos que têm se mostrado rebeldes. O Ministério da Cultura segue sem titular desde que Roberto Freire, do PPS, renunciou ao posto.

Só o PSDB tem quatro pastas — Relações Exteriores, Cidades, Secretaria de Governo e Direitos Humanos. “Eu sempre defendi que tinha de demitir o PSDB do governo e dar os cargos para quem, de fato, é fiel”, resumiu, sem pudor, o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP). O PSB ainda mantém o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, e o DEM, o Ministério da Educação.

Até mesmo o discurso de auto-humilhação serve neste momento. Aliados do presidente afirmam que os tucanos, ao estimular a mosca azul do poder diante dos olhos de Maia — eles reconhecem que há um enxame sobrevoando a cabeça do demista —, correm o risco de perder o bonde da história das eleições de 2018. “É preferível manter o Temer, que deve terminar o mandato fraco, administrando algumas conquistas, do que colocar no posto alguém que poderá concluir as reformas e se cacifar para concorrer à reeleição”, confidenciou um aliado do presidente.

A numeralha de base de apoio também é levada em conta. Estrategistas palacianos afirmam que a oposição, que agora se assanha para tirar Temer do cargo, não apoiaria a gestão de Rodrigo Maia. Os tucanos, na visão desses mesmos atores, acabarão por deixar o governo, mais cedo ou mais tarde, devido ao projeto próprio de poder nas próximas eleições. O PPS é uma legenda pequena, e o PSB vive em crise. “Quem vai governar com minoria parlamentar?”, desafiou um governista.


Desenvoltura

O discurso, contudo, está cada vez mais difícil de encaixar. Uma dificuldade é tachar Maia de traidor. Nas últimas semanas, o presidente da Câmara tem se sentido cada vez mais à vontade no figurino de alternativa a Temer. Circula com desenvoltura no plenário e compareceu à festa junina do desafeto Jovair Arantes (PTB-GO). Pessoas próximas admitem que agentes do mercado e forças políticas já indicaram que lhe dariam apoio na transição.

Qual é a saia justa do Planalto? Maia não faz movimentos explícitos. “Continuamos trabalhando pela neutralidade do presidente Maia, mas não podemos evitar que oportunistas queiram fazer chantagem política”, criticou o vice-líder do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS). “Maia está sendo absolutamente leal conosco. Ele não fez nenhuma reunião para derrubar o Temer, como as que fizemos para derrubar a Dilma. Nós conspiramos, ele, não”, reconheceu um aliado com livre trânsito no gabinete presidencial.



Eleições de 2018

Estrategistas do DEM lembram que, se de fato se tornar viável eleitoralmente para 2018, Rodrigo Maia (RJ) ocupará um terreno no campo liberal, que hoje tem como único postulante o prefeito de São Paulo, João Doria. “Com a vantagem de que ele já é mais conhecido do ponto de vista de gestão, ao contrário do prefeito paulistano”. Alguns aliados de Maia temem, contudo, que, se ele “colocar demais a cabeça para fora”, as denúncias vindas das delações da OAS e da Odebrecht sejam desenterradas. “Elas são caixa 2 puro, não propina. Além disso, são anteriores ao mandato de ‘presidente’, terão de ficar congeladas”, minimizou um parlamentar demista.

Fonte/pesquisa: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2017/07/07/internas_polbraeco,607769/temer-luta-para-nao-deixar-que-aliados-vejam-maia-como-solucao.shtml

Lula e Bolsonaro: os preferidos para a corrida presidencial de 2018 - confiram

O levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados revelou um cenário de incógnitas em relação ao cenário nacional. Na pesquisa espontânea, 79% não responderam em quem votariam para presidente da República se as eleições fossem hoje. Dos 21% que citaram um nome, o político que mais aparece é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ele teve 9,9% dos votos, quando o entrevistado é instado a apresentar o nome de seu candidato preferido. O petista é seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (5,2%), do PSC, e por Marina Silva (1%), da Rede. 



O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que ganhou fama nacional como relator do processo do mensalão, também aparece na pesquisa espontânea, citado por 0,8% dos entrevistados. Ciro Gomes (0,7%), do PDT, o tucano João Doria (0,7%), e a petista Dilma Rousseff (0,6%) completam a lista dos citados no levantamento.

Na pesquisa estimulada, quando são apresentados possíveis candidatos aos entrevistados, o instituto traçou dois cenários e, em ambos, Lula lidera as intenções de voto. O primeiro deles inclui o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), atual governador de São Paulo. Nessa perspectiva, Lula tem 16,7% dos votos, seguido de perto por Bolsonaro, com 14,8%. Em terceiro lugar, aparece Joaquim Barbosa, com 8,3% das intenções. O ministro aposentado, entretanto, ainda não escolheu um partido, nem confirmou a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto. Ele tem sido bastante assediado por legendas como a Rede e o PSB. 


Avaliação


Marina Silva, que sempre foi considerada forte no DF, aparece em quarto lugar, com 6.2% dos votos. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que não esconde vontade de concorrer novamente ao Palácio do Planalto, tem 3,8%. Em seguida, estão Geraldo Alckmin (3,4%), Ciro Gomes, do PPS, com 2,5% e Luciana Genro, do PSol, com 0,4%. Entre os entrevistados, 24% optaram pelo voto branco ou nulo, 16,1% não souberam responder e 3,8% preferiram não opinar. Somados, os eleitores que não votam em nenhum dos citados chega a 43,9%.

No segundo cenário, em que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), substitui Geraldo Alckmin, Bolsonaro cai de 14,8% para 10%. Joaquim Barbosa aparece com 9,1% dos votos. Com 4,5% dos votos, Doria está em quinto lugar, atrás de Marina Silva, com 6,2%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (4,00%), Cristovam Buarque (3,9%), Luciana Genro (0,3%) e Eduardo Jorge, do PV, com 0,1%. Os brancos e nulos somam 23,7%. Os que dizem não saber representam 16,8% e 4,1% não quiseram responder. Esses percentuais juntos indicam que 44,6% não escolheram nenhum dos indicados.

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